Separar é santificar, afastar, apartar. Além desses sinônimos há outros que não são necessários expor neste post, porque o que é fundamental para o entendimento do que vou escrever já existe nas acepções citadas. Isto posto, passarei ao meu objeto: Precisamente o ato de separação do sábado dos dias profanos. É sabido que os judeus, incluindo os que crêem em Yeshua como o Messias de Israel, fazem, quando do acendimento das velas, uma oração na qual textualmente afirmam que o Eterno ordenou que isso fosse feito. Mas, em qual parte da Torah está escrito tal mandamento? Respondo, em nenhuma parte da Torah pode ser encontrada algo que o homem possa inferir isso. O que se passa aqui é o uso do nome do Eterno em vão, pois afirmam que Ele ordenou o que não saiu de sua boca. Abaixo a bênção que nos leva a esse entendimento:
Baruch Atá YHWH E-lo-hênu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel shabat côdesh.
Bendito és Tu,YHWH, nosso CRIADOR, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender as luzes do santo Shabat. (grifo nossso)
A bênção contém quatro verdades:
- 1. Elohim é bendito;
- 2. Ele é nosso Criador;
- 3. É o Rei do universo;
- 4. Ele nos santificou com os seus mandamentos.
A bênção contém uma inverdade:
- 1. O Eterno não nos ordenou acender as luzes do shabat.
Parece que aí encontramos, no mínimo, duas afrontas ao que o Eterno falou ao seu servo Moshe:
- 1. Ocorreu um acréscimo à palavra;
- 2. E como já escrito subsiste o uso do Nome do Eterno em vão ao se pronunciar essa bênção.
Disso, pode-se verificar que essa bênção faz parte da tradição humana. Pois qual oração, prece ou bênção invalidaria a palavra do Eterno se fosse baseada somente nela? Claro está que nenhuma. Fiquemos pois com o que está escrito e não imitemos os erros do passado. Isto é um alerta para todos que estão descobrindo a Torah, e as raízes judaicas de sua fé em Yeshua.

Nenhum comentário:
Postar um comentário