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VERDADE BÍBLICA

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domingo, 19 de setembro de 2010

Domingo ou sábado? Eis a questão.


Domingo ou sábado? Eis a questão.
Ultimamente, D’us vem trabalhando em sua igreja para retirá-la do meio da Babilônia, a grande prostituta, dizendo: sai dela povo meu. Tudo isso é feito através da obra de restauração que está sendo processada, a qual deveria preceder esta época atual, mas os reformadores não foram muito a frente com a obra que lhes foi confiada pelo Altíssimo. Assim, compreendemos que somente neste tempo presente que se chama hoje, o Eterno está restaurando a sua Kehila e expurgando do seu seio a apostasia que foi introduzida após a morte dos seus primeiros líderes. 
O título deste post faz referência ao domingo e sábado, mas também se refere à doutrina da trindade que a maioria da cristandade aceita. Aparentemente não há nenhuma relação entre um assunto e outro, porém se compreendermos os meandros da História, nós veremos que a correlação existe. A doutrina da trindade é um dogma que não é encontrado na Bíblia e que foi desenvolvido ao longo do tempo. Sua evolução se deve a más interpretações do que foi escrito pelos chamados pais da igreja, como podemos ver com o texto abaixo:
“Eu soube que por aí passaram alguns, levando mau ensinamento. Vós, porém, não os deixastes semear em vosso meio, tapando os ouvidos para não receber o que eles semeiam, porque sois as pedras do templo do Pai, preparadas para a construção de Deus Pai, levantadas até o alto pela alavanca de Jesus Cristo, que é a cruz, usando a corda, que é o Espírito Santo. Vossa fé é o vosso guindaste, a fé é o caminho que eleva até Deus.” ( Inácio de Antioquia carta aos Efésios 9.1)
Inácio de Antioquia estava tão-somente escrevendo aos efésios que alguns homens passaram por essa igreja ou região “levando mau (sic) ensinamentos” , mas que eles não receberam o que lês semeavam, isto é, pregavam, e depois dá a explicação do motivo deles (os efésios) não receberem a mensagem deles. Inácio diz: “porque sois as pedras do templo do Pai, preparadas para a construção de Deus Pai, levantadas até o alto pela alavanca de Jesus Cristo, que é a cruz, usando a corda, que é o Espírito Santo.” Estas palavras são tomadas como indício de que Inácio estaria falando da trindade. Será que só o fato de se escrever lado a lado três palavras daria base para se inferir que se estaria ensinando algo além do que se está explicando?  Absolutamente, não. Deve-se ter cuidado, pois se não qualquer texto pode ser usado como pretexto para afirmar o que ele não diz.  Esse foi o grande erro de uma parte da igreja.

Inácio de Antioquia
Fonte: Wikipédia


Sobre Inácio de Antioquia (30 ou 35 A.D), temos que, possivelmente, foi discípulo de João, foi preso em 107 A.D, sendo levado para Roma para ser martirizado. Este aparecia em suas cartas com o título de o Portador de Deus e depois de o Levado por Deus. Ele foi autor (são atribuídas a ele.) de sete cartas:
1.       Aos Efésios
2.       Aos de Magnésia
3.       Aos de Trales
4.       Aos Romanos
5.       Aos de Filadélfia
6.       Aos de Esmirna
7.       A Policarpo

 Outro que tem os seus escritos deturpados é clemente Romano (cerca de 96 d.C.) Em sua “Primeira Carta aos Coríntios”, ele nos diz:

“1 - Os apóstolos receberam em nosso favor a boa-nova da parte do Senhor
Jesus Cristo. E Jesus Cristo foi enviado por Deus.
2 - Portanto, Cristo vem de Deus e os apóstolos [vêm] de Cristo. Esta dupla
missão realizou-se em perfeita ordem por vontade de Deus.
3 - Munidos de instruções e plenamente assegurados pela ressurreição de
Nosso Senhor Jesus Cristo, confiantes na Palavra de Deus, saíram a evangelizar a próxima vinda do Reino de Deus na plenitude do Espírito Santo.
4 - Assim, proclamando a palavra nos campos e nas cidades, estabeleceram
suas primícias, como bispos e diáconos, dos futuros fiéis, após prová-los pelo
Espírito.
5 - E não se trata de inovação... há séculos que as Escrituras falam de bispos e
diáconos, pois assim se lê em algum lugar: "Quero estabelecer os bispos deles
na justiça e os seus diáconos na fé". (Primeira Carta de Clemente Aos Coríntios 42)

“1 - Irmãos, temos que nos apegar a tais exemplos,
2 - pois está escrito: "Apegai-vos aos santos porque os que a eles se apegam
serão santificados".
3 - E, de novo, em outra parte, se diz: "Junto ao homem puro serás puro.
Junto ao eleito serás eleito. Junto ao perverso serás perverso".
4 - Apeguemo-nos, pois, aos puros e justos porque são esses os eleitos de
Deus.
5 - Por que entre vós existem disputas, ódios, contendas, cismas e guerras?
6 - Acaso não temos um só Deus, um só Cristo e um só Espírito da graça
derramado sobre nós e uma só vocação em Cristo?
7 - Por que insistimos em separar e despedaçar os membros de Cristo, nos
revoltando contra o próprio corpo, chegando a uma loucura tal que nos
esquecemos que somos membros uns dos outros? Lembrai-vos das palavras
de Nosso Senhor Jesus,
8 - porque foi Ele quem disse: "Ai daquele homem! Melhor seria que não
tivesse nascido do que escandalizar um dos meus eleitos. Mais lhe valeria
amarrar uma pedra em seu pescoço e afundar no mar do que perverter um dos meus eleitos". (Primeira Carta de Clemente Aos Coríntios 46,6)

Grifamos os versos de 42.3 e de 46.6 das citações porque ele são os que mais se aproximam dos versos de Inácio de Antioquia, isto é, põem em paralelo as palavras Deus, Cristo e Espírito; entretanto, não há aqui nenhuma referência, por menor que seja, a trindade. O que há é uma “boa” vontade em deturpar tais versos.
Imagem de Clemente I
Clemente Romano
Fonte: wikipédia


Vemos que, no século I,  ainda não se delineava a forma do dogma da trindade, apenas esses dois autores usavam somente, em paralelo, três palavras que, hoje, também é possível fazer e que não dirão o que hoje, também é possível fazer e que não dirão o que os corruptores desses e de outros escritos fazem.


No século I, encontramos pelo menos dois homens que, à margem da Bíblia, puseram as três palavras: Pai, Cristo e Espírito em paralelo. Entretanto, somente será no século III que a palavra trindade fará sua estréia na História. Coube a Tertuliano a primazia, ou ser um dos que primeiro a utilizaram no Ocidente. Tertuliano em sua obra “ adversus Praxeas” fez uso da palavra  latina trinitas.

Tertullian 2.jpg
Tertuliano
Fonte; wikipédia

Capítulo 2 – A doutrina Católica da Trindade e Unidade, algumas vezes chamada de Divina Economia¹, Ou Dispensação Das Relações Pessoais na Divindade.

“No decurso do tempo, então, o Pai verdadeiramente nasceu, o Pai sofreu, o próprio Pai, o Senhor Todo-Poderoso, a quem em suas orações eles declaram ser Jesus cristo. Nós, contudo, como de fato temos feito (e mais especificamente depois de melhor instruídos pelo Paracleto, que guia o homem verdadeiramente a toda a verdade), acreditamos que há somente um só Deus, mas sob a seguinte dispensação ou [...]¹, como é chamado, que este Deus tem também um único Filho, sua Palavra, que procede d’Ele próprio, por quem todas as coisas foram feitas, e sem quem nada seria feito. É ele quem acreditamos ter sido envido pelo Pai a Virgem – e ter nascido dela – sendo tanto Homem e Deus, o Filho do homem e o Filho de Deus, e sendo chamado pelo nome de Jesus Cristo; nós acreditamos que é ele que sofreu, morreu, e foi enterrado, de acordo com as Escrituras, e depois e ser  levantado novamente pelo Pai, foi levado novamente aos céus, para sentar-se à direita do Pai, e que ele virá para julgar os vivos e os mortos; quem mandou dos céus também do pai, de acordo com sua própria promessa, o Espírito Santo, o Paracleto, o santificador da fé daqueles que acreditam no Pai, no Filho e no espírito Santo. Que esta regra de fé veio até nós do início do Evangelho, mesmo antes de qualquer dos antigos hereges, muito antes de Práxeas, um  aspirante de ontem, ficará claro tanto pelas datas que marcam todas as heresias quanto pelo caráter de nosso novo pretensioso Práxeas. Nesse princípio devemos doravante achar uma presunção de força igual contra toda e qualquer heresia – que tudo que é primeiro e verdadeiro,ao passo que é espúrio tudo que é tardio. Mas mantendo esta regra prescrita inviolável, alguma oportunidade deve ser dada para rever ( as declarações dos hereges), com uma visão para instrução e proteção de diversas pessoas. Para que não possa parecer que cada perversão da verdade esteja sendo condenada sem exame, e simplesmente pré-julgada; especialmente no caso dessa heresia, que se supõe possuir a pura verdade, pensando que ninguém possa acreditar em Um só Deus d qualquer outra forma que não dizendo que o Pai, o Filho, e o Espírito Santo são a mesma pessoa. Como se desse jeito um não fosse todos em que todos fossem Um, por unidade (que é) de substância; enquanto o mistério da dispensção está ainda guardado, o qual distribui a Unidade em uma Trindade, colocando em sua ordem as três pessoas – O Pai, o Filho e o Espírito Santo: três, contudo não em condição, mas em grau; não em substância, mas em forma; não em poder, mas em aspecto. Ainda que em substância, uma condição e um poder, enquanto que Ele é um Deus, de onde estes graus, formas e aspectos são reconhecidos sob o nome de Pai, Filho e Espírito Santo. Como eles são susceptíveis a números sem divisões, será mostrado enquanto este tratado prossegue,”   


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