Neste ponto, Destino e Poder ficam em silêncio e observam o diálogo entre Júpiter e a Mulher.
Mulher: Te calas por que estás sem força para fazer prevalecer tua vontade. Tua alma está corroída pelo inevitável!
Júpiter: Quem sabe seja isso? Ou quem sabe somente estou aguardando o momento para vingar-me dos meus inimigos, e então, fazer um bom negócio? Acaso, tu estás dentro de mim para saberes os meus intentos efraquezas? Vele para que não te enganem os teus desejos, eles podem ser fatais.
Mulher: Meus desejos não me enganam, se cumprirão ao ser liberto Prometeu! Io jubilará de alegria!
Júpiter: O que vê aguarda sua libertação, mas se eu...
Mulher: Tu não podes fazer nada. O que está determinado, determinado está.
Júpiter: Valem isso para os deuses? Ou apenas para os míseros mortais? Estamos todos envolvidos nas tramas do destino?
Mulher: Todos estamos envolvidos na trama do destrino que criamos.
Júpiter: Se é asim, que me serve o poder que conquistei? Pois vejo que juntar-me-ei bem depressa a Saturno e aos seus partidários no Tártaro!
Mulher: Sofrerás o que fizeste ao teu pai por que levantaste a mão contra o seu progenitor, coisa que mesmo entre os mortais é digna de reprovação e punição. Acaso, pensavas que estarias livre das consequencias de teus atos transloucados. Ninguém escapa da justiça!
Júpiter: Como sabes disso?
Mulher: Por que em tua presença está o meu filho!
Nenhum comentário:
Postar um comentário