Quem é o outro? Ele é igual a mim? Possui os mesmo anseios? Pode ser diferente de mim? O seu modo de pensar deve necessariamente ser igual ao meu? Posso obrigá-lo a ter um modo de vida semelhante ao meu? Estas são questões que deveríamos levar em conta quando nos depararmos com o outro porque se não o fizermos é possível que nos assemelhemos ao maiores tiranos da História, àqueles que não conseguiam tolerar o diferente.
Os seres humanos até em suas relações sociais procuram de certo modo buscar os seus interesses. Isso é um fato inegável, mas como conectamos essa busca com o reconhecimento da identidade do outro e a seu direito de existir, de ser diferente? Creio que é a partir da consciência que todos possuem aspirações, sonhos, e que somos herdeiros dessa breve vida sobre a terra. Também quando passarmos a olhar as coisas sem o olhar destruidor da cobiça, passaremos a ver no outro um indivíduo diferente, mas igual em lutas. dores, sonhos, e vida que pulsa como uma dádiva e que ninguém tem o direito de subtrair.
Nenhum comentário:
Postar um comentário