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Ouve um tempo em que o Messias andava com todos. Muitos o censuravam por não fazer acepção de pessoas; pecadores, doentes, todos que necessitavam Dele encontravam em eu seio apoio. Não era preciso marcar entrevista, nem ser avaliado para ver se era possível ou não ouvir os seus sermões, ensinos e apenas uma palavra de conforto e libertação. Bons tempos eram aqueles! agora, os homens criaram grandes prédios, edifícios suntuosos; querem até construir uma réplica do templo de Salomão. Em suas vaidades teimam em ir contra a Lei do Eterno e criam sistemas religiosos à margem das boas novas. E, também dos homens. Por que nós homens somos assim? Parece que sempre constituímos, para nós mesmos ou para os que julgamos ser iguais a nós mesmos, grêmios, associações, igrejas (kehilot) e mostramos um certo desprezo por quem não faz parte de nosso grupo ou por quem deseja ser um conosco, mas que não consideramos apto para "tamanha honra".
"constituímos para nós mesmos ou para os quem julgamos ser iguais a nós mesmos..."
O Evangelho, as Boas Novas do Reino, não nos ensina a agir assim. Em nenhum momento o Eterno se atreveu a lançar de Sua presença quem O buscou de coração, pelo contrário o acolheu (e acolhe) como um filho amado e lhe fez e faz promessas eternas. Ele pesa o coração do homem; vê o seu interior e com retidão julga, porém, não faz acepção de pessoa porque Ele é justo. Os homens são limitados, julgam com parcialidade e criam critérios segundo a sua limitação e até julgam iniquamente o seu próximo. Eis a diferença entre Elohim e os homens.
"Em nenhum momento o Eterno se atreveu a lançar de Sua presença quem..."
Dentro da ótica do Evangelho, das Boas Novas do Reino, que foi prometido ao pai Adão e a mãe Eva; ao outros patriarcas (em especial ao pai Abraão) como também ao nosso amado rei Davi, do qual descende o mashia Yeshua não vejo a mínima possibilidade em reconhecer como válida e, principalmente, bíblica a prática que essa Congregação instituiu quanto a visita aos seus locais de serviço religioso. Por quê dizemos tais palavras? As dizemos porque a CINA somente confere a determinadas pessoas o "direito" de "assistir"(?), "participar" (?) do culto, as quais foram consideradas aptas, após passarem por uma entrevista com o rosh responsável pela Beit Tefilah. Mas qual o critério adotado por esses roshim ao procederem a entrevista e correspondente análise do suplicante a "tamanha honra"? Não sei. Poderíamos escrever uma infinidade de critérios, subcritérios e motivos e mais motivos que levariam uma pessoa a ser admitida ou não a participar do serviço religioso, mas não queremos ser levianos e chegar ao ponto de acusar alguém ou a instituição, porém , no mínimo, isso é intrigante e desconheço se é legal, segundo as leis dos homens e do Eterno, ou não impedir alguém de participar de cultos religiosos.
"não queremos ser levianos e chegar ao ponto de acusar alguém ou a instituição..."
Esta instituição ou seus líderes devem, segundo as Escrituras, reavailiar sua postura em relação aos não-participantes de sua Kehila, posto que se não, continuarão a incorrer no que está escrito na Carta de Tiago. Porque a acepção de pessoas é pecado: "Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores." (Tg 2.9), e mesmo que venham com aquela desculpa que o versículo fala somente acerca da acepção de irmãos e não de goym, gentios, mais precisamente dos não-participantes da CINA, mas não é desse modo, ante refere-se a todos os homens.Imaginemos se Yeshua ao divulgar a sua mensagem disse isso:"Os interessados em nos visitar devem contatar o ... para entrevista prévia, pois a entrada é restrita." Portanto, a aplicabilidade do versículo é mais extensa do que suporta a vã desculpa do homem.
"a acepção de pessoas é pecado"
Finalizamos, a CINA faz, de modo velado ou não, acepção de pessoas e está indo na contramão das escrituras; aliando-se àqueles que supostamente ela combate, pois ao fazer o que a Torah não permite não está ajuntando com o Senhor Yeshua, mas espalhando.
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