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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Esqueçam


Cuidado, um nome pode traumatizar uma criança.



Dizem que o nome das pessoas é o retrato de sua alma. Isto, eu ouvi ou li em algum lugar; não creio assim. Porém, se houvesse um fundo de verdade um montão de almas estaria precisando com urgência do recurso do fotoshop para melhorar o visual. Não que eu seja adepto do poetinha que dizia em sua visão meio grega antiga que beleza é fundamental. Não, não é isso. Entretanto, há, nesse Brasil, cada nome que só um psicólogo ou psiquiatra ou então, um etilômetro para se saber porque o pai legou ao filho tão horrenda herança. E o pior: por pura sacanagem, não pode ser por outro motivo, os detentores de nomes tão horríveis repassam-nos aos seus filhos criando uma nova geração d traumatizados.

Atualmente, é um tal de chamar os filhos com nomes estrangeiros, mais precisamente de origem anlgo-saxônica. Desse modo, encontramos pelas ruas de nosso país muitos Michael, isto é, Maicon, isto é, Maico. Maxwel transforma-se em Maicossuel. Julie, é Diule, Catlin vira Kétlin e Brandon Lee chega ao auge dessa anglomania: Brendonli. Como estes nome (?) encontramos outros que fariam tremer qualquer bebê no ventre da mãe ao ou saber o seu futuro drama, quer dizer, nome.

Sem preconceito. Esta forma de chamar os herdeiros, geralmente, é encontrada entre pessoas sem muitos recursos, sejam eles de ordem material quanto cultural e educacional. Talvez, a explicação para tal fenômeno sejam os artistas americanos que conquistam fãs nesta terra de Vera Cruz. Os quais, sem condição de fazer a grafia correta do nome do seu ídolo, optam por uma transliteração. Ou seja, como falam, assim escrevem. e quem sofre é o filhinho.

Onde estão as Marias, os Joões, os Josés, os Paulos, as Anas, e todos aqueles eufônicos nomes que não agrediam a psiquê de seus possuidores? Bem, ainda continuam por aí, mais sofrendo essa nefanda concorrência das designações transliteradas, a qual transformará nosso rincão em uma balbúdia de nomes transliterados. Para isso somente vejo uma cura: Fazer um boicote à essas transliterações. Futuros pais e mães chamem seus rebentos com nomes comuns da língua portuguesa, e façam coro comigo: Abaixo a transliteração de nomes! Ei, espere! Eu me chamo Daniel, do hebraico... Esqueçam.

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