Boa tarde, caro(s) leitore(s). Início hoje o meu post como umas perguntas? Pode um reino subsistir, desunido? E, pode um reino subsistir com uma parcela substancial de seus súditos crendo que a Lei deste reino não está mais em vigência? Finalmente, possível que os filhos deste reino o ignorem que essa Lei ainda está mais em vigência? Bem, para a primeira questão a resposta é não (); também tenho que negar a possibilidade no que se refere à segunda pergunta, pois é improvável que tal aconteça; a terceira e última questão tem por sim como resposta, porque mesmo que almejem o Reino, busquem uma vida de santidade e, embora sejam versados nos assuntos do Reino e pregue-no, por herança cristã, isto é, protestante, ignoram que Yeshua, o Messias, não anulou a Lei (Mt 5.17), fazendo uma pregação do evangelho meio capenga, pois dão ênfase em demasia à Graça e deslocam a Lei para o rol das doutrinas ultrapassadas, que não se devem mais se pregadas e pior ainda, de coisa só de judeus e de cristãos que não confiam na graça de Deus.
Tão certo como estou blogando aqui e mais certo ainda que YHWH existe e vive, o Reino virá e então os filhos do Reino imersos nos rios de água viva virão a ser, juntamente com o Messias, o governo de Elohim na terra. Porém, necessário é que toda a Bíblia seja crida e vista como a palavra do Eterno para que o povo que deseja o Reino saia da anomia, isto é, da iniquidade a que está sendo obrigado, por tradição humana, a viver. Porquanto, que é esse estado, ou melhor, a atitude dos homens em relação à Lei de Deus que fará com que, no fim dos tempos, muita gente seja reprovada (Mt 25.35). Portanto, urge que a igreja busque uma reforma em suas bases doutrinais e reveja o conceito existente em relação à Lei do Eterno, pois a iniquidade é violação da lei (Jo 3.4). Um dos conceitos é que a Torá, a Lei, seja somente para os judeus, mas por meio de Cristo Deus não fez de dois povos, um? Sim, Ele enxertou os gentios em Israel (Rm 11.19), fazendo-os parte dessa comunidade (EF 2.12). Partindo desta premissa e compreendendo que é um só povo, entendemos que para esse Reino há somente um Rei, no qual não há sombra de variação (Tg 1.17) e cuja palavra (Mt 24.35;JO 14.10) é eterna, de quem saiu uma Torá (Lei) que não mudou, que será pregada durante o Milênio (Is. 2.3), pergunta-se por que nesse tempo presente a Torá não estaria valendo? Poderia alguém retrucar: estamos na graça e a Lei não se aplica a nós que estamos debaixo da graça. Pobre pensamento! Acaso, não é possível ver a graça de Elohim desde Gênesis? Sim, a primeira e mais gritante visão é quando Adão e Eva foram impedidos de comer da árvore da vida (Gn 3,22-24), para que estes e sua descendência não se tornassem eternos pecadores impossibilitados de serem restaurados pelo nosso amado Adon Yeshua. Como se ver, a Graça já era operante antes da vinda do Messias. E, sempre o foi, juntamente com os mandamentos, pois o primeiro casal ao comer do fruto proibido, cometeu a primeira transgressão à Lei do Eterno. Mas, se os dois - Graça e Mandamentos - já são encontrados em Gênesis, mesmo antes de Moisés; e, se é assim, por que alguns líderes cristãos negam a vigência [dos Mandamentos] no tempo atual e, ainda, por que outros afirmam que ela é somente para os judeus? E, mais uma questão: por que com relação ao sábado existe uma total ojeriza de alguns líderes cristãos? Dessas três questões podemos tecer inúmeros comentários, partindo do teológico e, talvez, chegar ao antissemitismo, porque é sabido que dentro do rol dos reformadores havia, com certeza, antissemitas. Mas, para não fugir ao objetivo desse texto deixemos de lado tais hipóteses.
Certa vez lendo a Bíblia encontrei uma passagem que me tocou bastante (Is 56.1-7). Embora já tivesse conhecimento da verdade que o Reino de YHWH será implantado na terra e me alegrasse muito com essa esperança e tivesse recebido muito Dele com relação ao que deveria ser para garantir minha entrada na promessa. Entretanto, descobri que havia um entrave à minha caminhada (e a dos irmãos): o parcial conhecimento da Torah, caracterizado pela observância parcial dos Dez Mandamentos, de algumas festas Bíblicas e a crucial negativa d sábado como dia de descanso para aqueles que crêem em Yeshua. Isso foi impresso em mim por dois incidentes com dois pastores. O primeiro ocorreu num domingo à noite quando de uma conversa informal falei do sábado e de sua observância por mim. Fato que gerou uma resposta imediata de um dos pastores da igreja: o sábado foi abolido. E uma promessa de conversarmos mais sobre o assunto para ele me provar que eu estava errado. Bem, jamais ocorreu conversa alguma. O segundo incidente foi um pouquinho mais conversado, porém, também não me convenceu. Era aula da EBD, e o pastor havia feito uma lição sobre os Dez Mandamentos. Questionei-o sobre o sábado. Sobre sua atualidade na vida do crente. Fato que foi negado pelo pastor. E para reforça essa negativa ele preparou uma lição que foi um primor de ataque ao sábado como dia de descanso. Com o sugestivo título Uma lei só para os judeus toda a aula visou somente aniquilar minha fé no sétimo dia como dia de descanso. Entretanto, YHWH foi misericordioso comigo e impregnou em meu ser essa verdade.
Esses meus dois incidentes são a prova cabal que por mais que preguem a verdade (Reino de YHWH na terra) ainda procuram conseguir chegar ao reino via Roma. E o mais interessante é que as duas congregações – os incidentes ocorreram em congregações diferentes, mas que possuem a mesma doutrina, sendo a segunda uma divergência da primeira – criticam muito os feitos de Constantino, de Roma e até a igreja evangélica por crerem, como a católica, na trindade e que vão para o céu. Porém, essas igrejas esquecem-se de verificar que o Concílio de Nicéia – Canon XX –chama o domingo como o dia do Senhor e que isso tem implicações espirituais tão graves quanto a proclamar uma discutível trindade, pois ao trocar o dia de descanso para o domingo, assim deve-se entender, nega-se ao Eterno como Criador (Gn 2.3). Além desse concílio há o de Laodicéia que confirmou o domingo com dia a ser guardado enquanto negava a observância do sábado com o anátema (maldição). Esses concílios foram feitos sob a égide de Roma e são seguidos por essas congregações no que se refere ao domingo e ao negar o sábado. Será que o sai dela (Babilônia) povo meu apregoada pelos pastores dessas duas instituições não passaria necessariamente por um retorno à Lei, que significa tão-somente instrução e não algo terrível como alguns erroneamente pensam? É Um caso a pensar. Livrar-se de Roma é fazer o caminho inverso, é voltar-se para a instrução dada pelo Eterno ao seu povo, e até o enxertado é povo Dele, como naturais somos tratados com os mesmos direitos e deveres. Por que então não conhecer e guardar os mandamentos de YHWH? Porque desconhecem os benefícios que há em cumpri-los. O que diz a Escritura sobre isso?
Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
(Ap 22.14)
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