Hoje, sexta-feira véspera de sábado, vou escrever sobre o dia santo à luz do que está escrito nas páginas da Wikipédia, a enciclopédia livre. Bem, a Wikipédia afirma que o sábado é "por fundamentação bíblica e etimológica, é considerado o último dia da semana" e que é o “dia de oração e descanso para os judeus e cristãos sabatistas” – que palavrinha horrível! Será que os que guardam o domingo são chamados de dominguistas? – além de ser, o último dia da semana. Eis tabela:
1° dia | 2° dia | 3° dia | 4° dia | 5° dia | 6° dia | último dia |
Sábado |
Outra informação sobre o sábado é que esse dia é considerado, como o sexto dia da semana, “Por ordenação de trabalho e lazer e pela normalização ISO”, sendo juntamente com o domingo o fim de semana e que é assim na maioria dos calendários em todo o mundo. Eis a tabela:
1° dia | 2° dia | 3° dia | 4° dia | 5° dia | 6° dia | último dia |
Sábado |
O que a Wikipédia está dizendo em termos não religiosos é que a transformação do sétimo dia em sexto está relacionada às práticas laborais e de lazer ou descanso (?). Mas, como se chegou a esse estado de coisa? A própria pagina dá historicamente o caminho. Fo um papa chamado Vitor I que tomou “partido do estabelecimento do domingo (em substituição ao sábado) como dia sagrado, em memória da ressurreição de Jesus Cristo” e isso no II século depois do Messias, em 189. Entretanto, foi a partir do Primeiro Concílio de Nicéia que, aparentemente, se universalizou tal prática, o cânone XX desse concílio faz referência aos domingos “Cânon XX - Nos dias do Senhor [refere-se aos domingos] e de Pentecostes, todos devem rezar de pé e não ajoelhados”. E no concílio de Laodicéia foi estabelecida definitivamente a guarda do domingo e a anatematização da guarda do sábado, consequêntemente, de quem o observasse. “Reconfirmava a guarda do domingo e anatematizava a guarda do sábado (cânon 29)”.
Com relação à palavra papa citada na referência a Vitor I a Wikipédia nos dá conta que: “Desde o início do século III o termo "papa" era utilizado como uma expressão de afetuosa veneração tanto para o Bispo de Roma, quanto para os outros bispos do Ocidente”. E que no Oriente, este termo “era usado para sacerdotes, e posteriormente apenas para o bispo de Alexandria”. E, ainda segundo a essa própria enciclopédia: “No fim do século IV a palavra Papa aplicada ao Bispo de Roma começa a exprimir mais do que afetuosa veneração, tende a tornar-se um título específico...”. Ora, o que assistimos aqui é a metamorfose que uma palavra sofreu ao longo dos séculos e que depois veio designar um suposto líder universal da igreja, fato comprovado Historicamente. Isto significa dizer que a Bíblia em momento algum levantou algum homem para ser papa. Foram os homens que venerando afetuosamente um líder, bispo, criaram essa “autoridade” sob eles próprios.
Com relação ao sábado, temos que Vitor I tomou “partido do estabelecimento do domingo como dia sagrado”, isto dá a entender que havia o partido dos que guardavam o sábado. E, por isso foi necessário, para fazer calar os que observavam juntamente com os judeus o dia santo, o sábado. Observa-se que Vitor I e seus seguidores não conseguiram obter êxito em sua investida contra a verdade de que o sétimo dia tem um descanso, porque foi necessário um concílio, o de Nicéia, para fazer mais carga contra o dia santo. Fato que não surtiu o efeito esperado, havendo necessidade de um novo concílio, agora o de Laodicéia, reconfirmar a guarda do domingo e também tornar anátema - amaldiçoado, excomungado - quem observasse o sábado.
Continua
Observação: As citações em negrito foram extraídas da Wikipédia
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